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A Ford Caminhões, desde o lançamento da nova Série F, vem se consolidando como a grande referência nos segmentos de veículos comerciais semileves e leves. Os caminhões F-350 e F-4000, ao lado de outros modelos dessa categoria, o Cargo 816 e o Cargo 1119, contribuíram para a Ford obter até agosto uma participação acumulada de 18,9%, ou seja, 4,5 pontos percentuais a mais comparado com o ano passado, mesmo diante de um mercado instável.
Lançado no final do ano passado, no segmento de semileves, o F-350 é líder isolado com 43,8% das vendas. No segmento dos leves, o F-4000, o Cargo 816 e o Cargo 119 garantiram à marca 31,6% das vendas desse importante e disputado segmento do mercado de caminhões.
"Ficamos impressionados de ver um lançamento de sucesso nesse momento de grande turbulência nas vendas, que todas as marcas têm passado. Mas, sempre acreditamos no potencial e versatilidade da nossa linha no chamado segmento de entrada destinado ao transporte nas zonas urbanas e rurais", afirma Antonio Baltar, gerente de Marketing e Vendas da Ford Caminhões. Um dos caminhões mais versáteis do Brasil, com versões 4x2 e 4x4, o F-4000 é o modelo que mais cresceu no mercado, com o total de 1.325 unidades em 2015. Na linha dos caminhões médios, o Cargo 1723 cresceu mais de 28% comparado ao mês anterior e ficou entre os mais vendidos do segmento 4x2.
"A Nova Série F vem mostrando muita força de mercado e, junto com a linha Cargo, possibilita diversas opções de veículos com foco no custo-benefício. Vivemos um período desafiador, mas a marca Ford tem tradição de qualidade e um diferencial de assistência técnica. Temos que reconhecer a sensível queda no setor, mas continuamos trabalhando para ser referência com vários modelos de nossos caminhões, como vem ocorrendo com a Série F", afirma Antonio Baltar. Fonte: Na Boléia
A produção de automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus caiu 18,2% em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado, informou nesta sexta-feira (4) a associação das fabricantes de veículos, Anfavea.
Em agosto deste ano, foram fabricados 216.465 veículos, contra 264.626 unidades no mesmo mês de 2014. Comparando com julho de 2015, o recuo foi menor, de 3,5%. Naquele mês, foram montados 224.252 carros, caminhões e ônibus e houve 2 dias úteis a mais.
De janeiro a agosto, 1.730.708 veículos saíram das fábricas, um volume 16,9% menor do que no mesmo período de 2014.
Estoque ainda é alto
A queda na produção é resultado de medidas das empresas para reduzir o volume por causa da baixa nas vendas no mercado brasileiro.
Os licenciamentos caíram 23,9% em agosto, na comparação anual, o que já havia sido adiantado pela Fenabrave na última quarta-feira (2). Na comparação mensal, o recuo foi de 8,9%. "Parte da queda (na produção) se deve ao ajuste de estoque", diz o presidente da Anfavea, Luiz Moan. Mesmo assim, o estoque de veículos em pátios e lojas subiu para 52 dias. Por isso, o executivo acredita que a produção continuará reduzida em setembro e outubro.
Tombo para caminhões
A produção de automóveis e comerciais leves, que representam a maior parte do "bolo", recuou 15,8% em agosto, na comparação anual. O mês teve queda de 22,9% nas vendas, também sobre agosto de 2014. O volume que saiu das fábricas de janeiro a agosto foi 15,2% menor do que o do mesmo período do ano passado. E o número de emplacamentos foi 20,4% inferior.
Mas o que mais preocupa, diz a Anfavea, é a situação dos caminhões: o número de unidades produzidas em agosto foi 57,6% menor do que 1 ano atrás.
No ano, o segmento acumula baixa de 46,7% na produção. Nas vendas é foi de 46,2% em agosto e chega a 43,5% no acumulado do ano.
Exportações sobem, mas valor é menor
Por outro lado, as exportações de veículos voltaram a apresentar alta. Foram vendidos 34.591 veículos ao exterior em agosto, volume 9,2% maior do que 1 ano antes. No acumulado do ano, o aumento é de 10,5%. Em valores, porém, houve queda. As exportações em agosto, incluindo máquinas agrícolas, somaram US$ 847.104 milhões, montante 15,7% menor do que no mesmo período do ano passado.
No acumulado do ano, as vendas ao exterior somam US$ 7,1 bilhões, valor 10% inferior em relação ao obtido entre janeiro e agosto de 2014 com esses negócios.
De acordo com Moan, o Brasil fechará, nas próximas semanas, novos acordos comerciais com Colômbia e Peru, e ainda negocia com o Paraguai. Recentemente foi ampliado o acordo com o Uruguai. Com isso, o volume de exportações deve registrar aumento já no mês de setembro.
Fonte:G1 Auto Esporte
A aguardada melhora do cenário de negócios no setor automotivo só deve acontecer depois das eleições de 2016. Essa é a expectativa traçada por Tereza Maria Dias, diretora da MB associados e responsável pelas estatísticas da Fenabrave, a federação dos distribuidores de veículos. Segundo ela, a renovação política nos municípios terá potencial para sinalizar mudança da gestão pública no Brasil e trazer mais confiança ao mercado.
Os resultados de janeiro a agosto de 2015 confirmam que não há motivos para traçar visão mais otimista. As vendas diminuíram 21,3% para 1,75 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, segundo dados do Renavam divulgados pela entidade. Houve sensível aprofundamento da retração, que no acumulado do ano até julho chegava a 21%. “Voltamos aos patamares de entre 9 e 10 anos atrás”, avalia Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave.
O tombo foi puxado pelos veículos pesados, com queda de 43,3% nas vendas de caminhões, para apenas 49,7 mil unidades no período. O segmento de ônibus também patinou de janeiro a agosto e teve recuo de 27,7% na comparação com o volume registrado há um ano, para 15 mil chassis. As vendas de leves chegaram 1,68 milhão de veículos, com retração de 20,3%.
Em agosto os emplacamentos somaram 207,2 mil unidades, com improvável queda de 8,9% das vendas na comparação com julho. Tradicionalmente o mês é mais aquecido do que o anterior por ter mais dias úteis e marcar a volta das férias de parte da população. Este ano, no entanto, enquanto julho teve 23 dias úteis - apesar dos feriados em praças importantes do País, como os estados de São Paulo e Bahia - agosto somou apenas 21 dias de vendas. Dessa forma, a média diária permaneceu estável entre os dois meses, com 9,8 mil veículos/dia.
Assumpção acredita que a crise política, que afeta a performance econômica do País, com expectativa de recuo de 2,5% no PIB este ano, é um dos fatores que causaram a deterioração do mercado interno de veículos. O dirigente acredita que a situação agrava a falta de confiança do consumidor principalmente por ser acompanhada pelo aumento da inflação e dos juros. Ele destaca ainda a diminuição do salário real e a restrição do crédito.
A Fenabrave estima que apenas 3,5 em cada 10 pedidos de crédito são aceitos pelos bancos para a compra de veículos leves. A aprovação sobe para a aquisição de caminhões, com admissão de 7 em cada 10 fichas. Assumpção lembra, no entanto, que nesse caso o problema não está no crédito, mas na baixa demanda por frete que faz com que os clientes não tenham interesse em comprar veículos novos.
REDE DE CONCESSIONÁRIAS ENCOLHE
A contração das vendas já causou redução da rede de distribuição de veículos instalada no Brasil. Assumpção calcula que houve diminuição de 5% a 6% nas 8 mil casas espalhadas pelo País. Segundo a Fenabrave, 691 lojas interromperam as atividades entre janeiro e agosto, considerando os segmentos de carros de passeio, de caminhões, ônibus e o de motocicletas. A baixa foi amenizada pela abertura de 344 concessionárias para sustentar o crescimento de algumas marcas no Brasil, como Jeep, Audi e BMW.
EXPECTATIVAS
“Perderemos volume equivalente ao de um ano de vendas do mercado mexicano”, compara o presidente da Fenabrave, sinalizando que a redução em 2015 deve ser da ordem de 1 milhão de unidades na comparação com 2014.
A projeção oficial da entidade é de resultado 23,8% inferior ao registrado há um ano, para 2,66 milhões de veículos entre leves e pesados. A maior queda deve acontecer entre caminhões e ônibus. Somadas, as perdas do segmento podem chegar ...