Notícias
A 21ª edição da FENATRAN – Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas – que acontece de 16 a 20 de outubro deste ano, em São Paulo, já tem como principal acontecimento o retorno das grandes marcas montadoras de caminhões como Mercedes-Benz e MAN, que deixaram de participar da edição anterior. Outra grande marca, a Volvo, também confirmou participação nesta edição, assim como fez na de 2015.Diferentemente do que aconteceu na 20ª edição, quando o mercado registrava desempenho muito fraco nas vendas, os representantes dessas marcas estão otimistas e preveem um segundo semestre e inicio de 2018 com crescimento. A FENATRAN é organizada pela Reed Exhibitions Alcântara Machado e terá lugar no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center.
“A FENATRAN é o maior Salão de Transporte de Cargas da América Latina e há anos se consolidou como um ambiente muito importante para prospectar e realizar negócios”, afirma Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. O executivo é otimista quanto aos prognósticos do desempenho do mercado no período do evento e posterior a ele. Segundo Leoncini, existe um ambiente mais propício às vendas de caminhões motivado especialmente pela redução das taxas de juros e por alguns setores da economia que começaram a sinalizar aquecimento. “A safra agrícola, por exemplo, é um bom motivador desse cenário mais favorável”, destaca. Leoncini estima que neste ano, contudo, haverá uma modesta recuperação do mercado, com previsão de crescimento entre 6 % e 10% nas vendas de caminhões.
Para Bernardo Fedalto, diretor comercial de caminhões da Volvo, a FENATRAN é uma oportunidade de confraternização com os clientes e transportadores que prestigiaram a marca em um momento de muita competição no mercado. “O setor de caminhões deverá ter um segundo semestre com um viés positivo e, quem sabe, seja na FENATRAN que possamos celebrar a retomada do mercado”, afirma.
A DAF pretende aproveitar seu momento de consolidação no mercado nacional e participar da FENATRAN para fortalecer a presença no país, de acordo com a avaliação de Luis Gambim, diretor comercial da DAF Caminhões Brasil. “Apesar do evidente momento, a DAF Caminhões está na contramão do mercado e em pleno crescimento. Encerramos o ano de 2016 com 51,9% a mais de vendas do que no ano anterior. Para 2017 nossa previsão é ambiciosa e esperamos alcançar 7% de market share no segmento de pesados”, afirma Gambim.
O vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da MAN Latin America, Ricardo Alouche, é outro que reconhece na FENATRAN um grande palco de oportunidades para aproximar clientes e fechar negócios. Quanto às vendas, “nossa estimativa é de que o mercado de caminhões cresça de forma gradativa e sustentável e já temos alguns bons indicativos para isso neste ano, como a safra recorde, o incremento do índice de confiança, entre outros fatores. Por isso consideramos que o mercado de caminhões adentrará 2018 com um cenário mais positivo”, afirma Alouche.
São esperados para a FENATRAN 2017 mais de 60 mil visitantes, com representantes de todos os 27 estados, além de outros países, principalmente da América Latina. De acordo com pesquisa realizada pela Reed Exhibitions na última edição do Salão, 98% dos visitantes reconhecem o evento como o principal no setor e como a marca amplamente consolidada no mercado. Além disso, 86% acreditam que a participação na FENATRAN foi importante para entender a movimentação do mercado atual. O evento contará ainda com mais de 370 marcas expostas, de acordo com Gustavo Binardi, diretor do Portfólio de Transporte e Logística da Reed Exhibitions Alcântara Machado.
Fonte: Na boléia
O frete tem um grande impacto no serviço da transportadora. Saiba quais são os principais erros no cálculo.
O frete tem um grande impacto no serviço da transportadora. Portanto, na hora de calcular o valor do frete, todo cuidado é pouco, pois qualquer deslize pode afetar a rentabilidade da empresa.
Para evitar erros, Valter Luiz da Silva, gerente comercial da BgmRodotec, empresa especializada em software de gestão para empresas de transporte, elencou os principais itens que causam erros no cálculo do frete. Confira:
Frete Peso
Um descuido é não avaliar o peso bruto ou o peso cubado das cargas. Tais itens definem o valor a ser pago pelo transporte de acordo com a sua modalidade. O frete deve cobrado de acordo com o peso da mercadoria ou o espaço que ela ocupa, preferencialmente o que for maior.
Negociar ou deixar de cobrar
Pedágio – O valor do custo do pedágio é definido pelo rateio, no caso de transporte de cargas fracionadas.
GRIS – Taxa de gerenciamento de risco – GRIS deve cobrada a partir de uma porcentagem do valor da nota fiscal. Tem o objetivo de cobrir os custos do frete decorrentes das medidas de combate ao roubo de carga e prevenção do risco.
Ad valorem – usada por transportadoras para agregar seguro na mercadoria que não está assegurada quando não está em tráfego. O Ad Valorem é calculado em cima do valor da carga.
Taxa de Restrição ao Trânsito – TRT – tem o objetivo de cobrar custos adicionais sempre que a coleta ou a entrega forem realizadas em cidades que tenham alguma restrição à circulação de veículos de transporte de carga ou à própria atividade de carga e descarga.
ICMS – imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação.
Taxa de Despacho – taxa fixa que envolve os custos operacionais e administrativos da operação de despacho, coleta e entrega.
Todos esses itens são negociados cliente a cliente, em função das características e demandas de cada mercado ou ainda cliente. A maioria das transportadoras tem essa “dura negociação” com seus clientes/embarcadores, e não podem, ou não deveriam cair no principal motivo para erros: o Cálculo Manual.
Segundo o gerente, permitir que um cálculo tão detalhado seja realizado manualmente é o erro mais comum que as empresas cometem. Isso porque a companhia vira refém da memória dos emissores, e passam a correr altos riscos de erros, já que não terão nenhum sistema para alertá-lo para o fato de ter deixado de incluir uma determinada taxa. E, caso isso aconteça, é muito difícil perceber a tempo de corrigir.
Por: Redação Na Boléia
Fonte: Na Boléia
