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Para Fenabrave, alívio para crise só virá após eleições de 2016

A aguardada melhora do cenário de negócios no setor automotivo só deve acontecer depois das eleições de 2016. Essa é a expectativa traçada por Tereza Maria Dias, diretora da MB associados e responsável pelas estatísticas da Fenabrave, a federação dos distribuidores de veículos. Segundo ela, a renovação política nos municípios terá potencial para sinalizar mudança da gestão pública no Brasil e trazer mais confiança ao mercado.

Os resultados de janeiro a agosto de 2015 confirmam que não há motivos para traçar visão mais otimista. As vendas diminuíram 21,3% para 1,75 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, segundo dados do Renavam divulgados pela entidade. Houve sensível aprofundamento da retração, que no acumulado do ano até julho chegava a 21%. “Voltamos aos patamares de entre 9 e 10 anos atrás”, avalia Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave.

O tombo foi puxado pelos veículos pesados, com queda de 43,3% nas vendas de caminhões, para apenas 49,7 mil unidades no período. O segmento de ônibus também patinou de janeiro a agosto e teve recuo de 27,7% na comparação com o volume registrado há um ano, para 15 mil chassis. As vendas de leves chegaram 1,68 milhão de veículos, com retração de 20,3%.

Em agosto os emplacamentos somaram 207,2 mil unidades, com improvável queda de 8,9% das vendas na comparação com julho. Tradicionalmente o mês é mais aquecido do que o anterior por ter mais dias úteis e marcar a volta das férias de parte da população. Este ano, no entanto, enquanto julho teve 23 dias úteis - apesar dos feriados em praças importantes do País, como os estados de São Paulo e Bahia - agosto somou apenas 21 dias de vendas. Dessa forma, a média diária permaneceu estável entre os dois meses, com 9,8 mil veículos/dia.

Assumpção acredita que a crise política, que afeta a performance econômica do País, com expectativa de recuo de 2,5% no PIB este ano, é um dos fatores que causaram a deterioração do mercado interno de veículos. O dirigente acredita que a situação agrava a falta de confiança do consumidor principalmente por ser acompanhada pelo aumento da inflação e dos juros. Ele destaca ainda a diminuição do salário real e a restrição do crédito.

A Fenabrave estima que apenas 3,5 em cada 10 pedidos de crédito são aceitos pelos bancos para a compra de veículos leves. A aprovação sobe para a aquisição de caminhões, com admissão de 7 em cada 10 fichas. Assumpção lembra, no entanto, que nesse caso o problema não está no crédito, mas na baixa demanda por frete que faz com que os clientes não tenham interesse em comprar veículos novos.

REDE DE CONCESSIONÁRIAS ENCOLHE

A contração das vendas já causou redução da rede de distribuição de veículos instalada no Brasil. Assumpção calcula que houve diminuição de 5% a 6% nas 8 mil casas espalhadas pelo País. Segundo a Fenabrave, 691 lojas interromperam as atividades entre janeiro e agosto, considerando os segmentos de carros de passeio, de caminhões, ônibus e o de motocicletas. A baixa foi amenizada pela abertura de 344 concessionárias para sustentar o crescimento de algumas marcas no Brasil, como Jeep, Audi e BMW.

EXPECTATIVAS

“Perderemos volume equivalente ao de um ano de vendas do mercado mexicano”, compara o presidente da Fenabrave, sinalizando que a redução em 2015 deve ser da ordem de 1 milhão de unidades na comparação com 2014.

A projeção oficial da entidade é de resultado 23,8% inferior ao registrado há um ano, para 2,66 milhões de veículos entre leves e pesados. A maior queda deve acontecer entre caminhões e ônibus. Somadas, as perdas do segmento podem chegar ...

Volvo quer se firmar como líder em conectividade

Capturar

A Volvo está empenhada na tarefa de se firmar como a fabricante de caminhões que mais oferece soluções de conectividade para seus clientes. A empresa aprofunda a investida que começou com a chegada da nova linha F, apresentada no mercado brasileiro em outubro de 2014, um ano e meio depois de chegar à Europa. “Queremos usar a tecnologia para garantir que o caminhão esteja 100% disponível, com zero paradas não planejadas”, explica Michael Gudmunds, gerente global de serviços conectados da companhia, que visitou o Brasil para participar do seminário sobre conectividade que a montadora promoveu na terça-feira, 25.

A nova gama de caminhões da marca vem de fábrica com recursos inovadores para o segmento, como o dispositivo I-See, que armazena na nuvem dados da via. Estas informações serão usadas nas próximas vezes que o veículo passar pela mesma estrada para tornar a condução mais eficiente, economizando combustível. Outra tecnologia de série que mostra a aposta da marca sueca em conectividade é o My Truck, aplicativo de celular que exibe indicadores do painel do caminhão, como consumo, nível de combustível, de Arla 32 e até mesmo se o alarme do veículo soa ou uma porta é aberta. Os dados podem ser acessados remotamente tanto pelo motorista quanto pelo responsável pela gestão da frota.

A Volvo aproveitou o evento para destacar as funcionalidades do sistema On Call. O dispositivo permite que, por meio de um botão, o motorista peça socorro para alguma falha do caminhão. O veículo já vem equipado com um chip e, quando necessário, completa uma ligação para a central de atendimento da companhia em Curitiba (PR). De lá os profissionais da marca são capazes de acessar o sistema do caminhão, detectar qual componente está com problema e como consertá-lo.

A partir de 2016 a empresa fará ainda trabalho ativo de manutenção preventiva. A ideia é entrar em contato com os clientes sempre que o veículo estiver perto de precisar trocar alguns componentes. Por enquanto essa iniciativa tomará como base a quilometragem rodada, com dados do uso do caminhão passados para a fábrica pela tecnologia embarcada do veículo. A ideia é refinar ainda mais esse serviço nos próximos anos, com potencial de identificar o desgaste dos componentes de forma ainda mais detalhada.

Os recursos oferecidos pela marca fizeram a nova geração da linha F ficar, em média, 20% mais cara na comparação com a anterior. Ainda que o aumento seja indigesto para os clientes principalmente em momento de retração da economia, a investida tecnológica pode trazer larga vantagem à Volvo na área de conectividade. Nilton Roeder, diretor de estratégia e desenvolvimento de negócios da companhia na América Latina reconhece que os novos recursos dos caminhões permitirão que a empresa forme preciosa base de dados sobre as estradas do continente.

“Teremos banco com informações coletadas pelo I-See. No futuro poderemos ter uma versão compartilhada do sistema, que use dados captados por um veículo para ajudar na condução de outro motorista e outro caminhão”, explica. o executivo esclarece que um passo importante para que isso se torne realidade já está acontecendo, que é a manter os veículos conectados e compartilhando informações com a fábrica.

Enquanto planeja as próximas etapas do avanço tecnológico dos caminhões, a Volvo já comemora bons resultados com a linha F recém-chegada ao mercado. Dados da transportadora chilena RRCia International apresentados no evento mostram que o uso dos ...

Recadastramento do RNTRC Deve Aumentar a Fiscalização no Transporte

antt

O recadastramento do Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Carga (RNTRC) que segundo Resolução 4.799/2015 deve começar a ser feito em 28 de setembro, deve aumentar a fiscalização do transporte e dos embarcadores. É isso que se desenha para o Brasil com a adoção de um novo modelo de Registro, disseram na manhã de ontem (12), o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, e o presidente da Seção de Cargas da Conferação Nacional de Transporte, Flávio Benatti, aos presidentes e assessores dos Sindicatos associados à Federação, em reunião no Majestic Palace Hotel, em Florianópolis. "Tenho a impressão que a hora que fechar esse cerco (controle dos veículos e das cargas) vai diminuir a concorrência desleal", disse Benatti.

O líder empresarial refere-se ao Artigo 19 da Resolução que diz que é obrigatória a identificação eletrônica do veículo automotor de carga inscrito no RNTRC, na forma a ser estabelecida pela ANTT, mediante instalação de Dispositivo de Identificação Eletrônica. Ao passar por pontos de fiscalização - antenas - haverá a leitura dos dados do caminhão e, em caso de irregularidades, roubo de carga e do veículo, a Polícia ou a ANTT serão comunicados, imediatamente, para atuar o motorista. Outra mudança para o controle está no Artigo 23 da 4.799 que indica o cruzamento de informações de veículo e carga, ou seja, antes de iniciar qualquer operação, é obrigatório conseguir o número do Ciot e nele constar dados do CPF ou CNPJ e o RNTRC do transportador, nome do motorista, forma de pagamento do frete, data e hora do início da viagem, valor do pedágio, entre outros itens exigidos.

Os presidentes dos Sindicatos falaram das muitas dúvidas, mas Lopes adiantou que nos próximos dias a Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT) deve definir como e onde será feito o recadastramento e o treinamento de quem for atender a empresa de transporte rodoviário de cargas, o autônomo e as cooperativas. Flávio Benatti, ao ouvir as reclamações dos transportadores a essas inúmeras exigências, garantiu que "evoluímos muito, a ponto de receber adesivos com tarja de segurança, com papel moeda, criptografia", ao falar do adesivo que será instalado na parte externa da porta caminhão. Esse permitirá a fiscalização pelos técnicos da ANTT e ou da Polícia Rodoviária Federal por meio do aplicativo de celular que lê o código da tarja ou pelos totens instalados ao longo das rodovias.

Benatti afirmou também que, no segundo semestre do ano que vem, o RNTRC será feito para os veículos de cargas próprias. Ele e Pedro Lopes, ao saber da descrença de alguns presidentes de sindicatos da efetividade do Registro para coibir a concorrência desleal e da pouca fiscalização, disseram que os embarcadores também terão que se adequar e só contratar quem tem o RNTRC, pois é necessária a inclusão do número do Registro no Ciot, do contrário, ficarão sem caminhão.

Defenderam ainda que seja feito um trabalho junto aos agentes de segurança para que haja integração das polícias e da ANTT na fiscalização, que vai ajudar a coibir também o roubo de carga. Falaram também do desenvolvimento de leis que cancelem os CNPJs e tomada de tomadas as mercadorias como lacre do estabelecimento.

Fonte: Na Boléia


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