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A Concessionária Rota do Oeste iniciou nesta terça-feira (04) uma campanha educativa sobre o transporte de cargas na BR-163 em Mato Grosso. A partir da instalação de uma balança móvel no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Rondonópolis, km 211,6 da BR-364, os operadores da Concessionária vão aferir o peso dos veículos e orientar os motoristas sobre os limites de carga permitidos pela legislação de trânsito, penalidades para quem infringe a lei e riscos que o excesso de peso pode trazer para a segurança dos usuários.
Paralelamente aos trabalhos educativos da Rota do Oeste, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) dá continuidade à fiscalização do transporte de cargas por meio da conferência das notas fiscais dos produtos e da capacidade dos veículos. Sendo assim, apesar das balanças não estarem atuando como ferramenta oficial de pesagem, a PRF mantém os trabalhos de autuação.
A balança também vai operar, de forma alternada, no posto de Cuiabá, no km 319 da BR-364. Um segundo equipamento será instalado no posto da PRF de Sorriso, no km 733,2 da BR-163. A campanha educativa antecede a instalação dos postos fixos de pesagem que serão construídos em pontos da BR-163 e BR-364 em Mato Grosso. De acordo com o diretor de Operações da Rota do Oeste, Fábio Abritta, a intenção é primeiro orientar os usuários e, partir da entrega das balanças definitivas, iniciar a fiscalização.
A Rota do Oeste vai instalar e operar três balanças ao longo dos 850 quilômetros sob concessão. Para 2016, estão previstas as construções dos postos de pesagem de Rondonópolis (km 109 da BR-163), Rosário Oeste (km 548 da BR-364) e Posto Gil (582 da BR-364). As autuações, quando necessárias, continuam a ser geradas pela Polícia Rodoviária Federal.
As novas balanças seguirão os padrões indicados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), garantindo mais segurança aos usuários e fluidez ao tráfego. Primeiramente será feita uma pré-pesagem sem que haja necessidade de parada. Caso a balança aponte a possibilidade de excesso de peso, os operadores irão orientar o condutor a parar no posto para uma segunda medição. O modelo já é utilizado nas demais rodovias concedidas do país.
Riscos
O excesso de peso no transporte de cargas causa prejuízos nas estruturas de pontes e viadutos das rodovias, nas condições do pavimento, aos veículos e, principalmente, trazem riscos à segurança dos usuários.
O engenheiro civil e diretor de Operações da Rota do Oeste, Fábio Abritta, explica que a estrutura e composição do pavimento é calculada com base no peso que ele terá que suportar por eixo em um determinado espaço de tempo. Assim, caso a rodovia seja submetida a um peso maior do que para o qual ela foi projetada, o tempo de vida útil é reduzido.
Fábio Abritta ainda explica que os prejuízos também atingem a estrutura do veículo. “Transportando mais peso do que ele foi fabricado para suportar, o carro vai apresentar problemas mecânicos e estruturais, além de ter o desempenho comprometido com relação à velocidade média, consumo de combustível e eficiência dos freios”.
Por último, Abritta destaca que quanto maior o peso da carga transportada, maior o impacto em caso de colisão.
Legislação
Cada veículo possui seu Peso Bruto Total (PBT) e Peso Bruto Total Combinado (PBTC) indicado pelo fabricante e publicados na Portaria nº 63/2009 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, nenhum veículo ou combinação de veículos pode transitar com o PBT ou PBTC superior ao fixado pelo fabricante.
Porém, no caso de pesage...
Mantenha a sua frota com a manutenção em dia e faça o alinhamento dos eixos do cavalo mecânico e também dos semirreboques. Você só tem a ganhar com isso.
No final de março último, fui convidado pela NSA, recapador instalado na Grande São Paulo, para ser um dos palestrantes em um evento promovido em suas instalações com o tema “Economizando em tempos de crise”, que aproveito como título desta matéria.
Como de hábito, sempre faço uma pesquisa por informações relativas ao assunto, mesmo que já tenha algum conhecimento ou material anterior sobre o tema proposto.
E durante essa pesquisa encontrei na internet um material interessante no site do Guia do TRC (vide o link abaixo).
Já abordei neste espaço em ocasiões anteriores a questão do alinhamento de eixos e sua importância, a mais recente na edição 127, de janeiro/2015. E, obviamente, o foco não podia ser outro que não os pneus e os efeitos (ou danos) causados aos mesmos quando o veículo está desalinhado.
Na mesma ocasião em que fiz essa pesquisa, li uma entrevista com o dirigente de uma transportadora na qual declarou que sua frota é composta de aproximadamente 500 semirreboques e apenas cinco cavalos mecânicos. Se em transportadoras em que essa relação não é tão desproporcional a prática de alinhamento de eixos dos semirreboques já é uma raridade, fiquei imaginando como será nessa empresa. Podem até ser uma exceção à regra.
Onde a relação entre os veículos é mais equilibrada, as atenções são direcionadas, principalmente, para o veículo de tração, focando não apenas a obtenção dos melhores resultados com os pneus, mas, principalmente, para a redução do consumo de combustível.
Manutenções são comumente negligenciadas, e sempre com mesmas velhas e esfarrapadas desculpas de que é preciso fazer mais uma viagem, que não pode parar para não diminuir a disponibilidade da frota etc., etc.
Onde a frota é composta quase que somente de semirreboques, será que existe a mesma preocupação com o consumo de combustível, já que, neste caso, é algo que afeta diretamente apenas ao agregado? Pois é justamente aí que o estudo do Guia do TRC é interessante.
O estudo destaca que são quatro as consequências diretas da falta de alinhamento: o consumo de combustível, o desgaste dos pneus, a vida útil dos componentes mecânicos e a segurança. A melhoria da produtividade no setor de transporte depende de vários fatores, entre eles a capacidade de carga e o tempo de deslocamento como agentes diretos. Já a rentabilidade da operação está intimamente ligada aos índices de consumo e de durabilidade dos componentes, entre eles os pneus.
Se o correto alinhamento contribui com a rentabilidade, de que maneira estará relacionado com a produtividade? Esse foi o foco do estudo, que consistiu em um experimento comparativo entre três situações, ou condições, de alinhamento de um reboque. Em um percurso predeterminado de 120 km, as medições feitas consideraram a velocidade média e o consumo de combustível.
Na primeira situação, os três eixos do reboque estavam todos desalinhados, em uma disposição em “S” (vide ilustração). Para percorrer os 120 km, a velocidade média foi de 52,3 km/h e o consumo de 1,81 km/l.
Na segunda situação, os eixos estavam alinhados entre si, porém, não estavam perpendiculares em relação às longarinas do chassi, ou seja, não estavam a 90º. No mesmo percurso, a velocidade média e o consumo já apresentaram melhores resultados, de 56,3 km/h e 1,88 km/l, respectivamente.
Por fim, os...
As vendas de caminhões poderão servir de impulso para a recuperação das vendas de veículos no Brasil nos próximos anos. Esta é a conclusão de estudo da MA8, grupo de consultores especializado na indústria automotiva. O movimento será puxado pela expansão do agronegócio, que permanece promissor por causa da demanda global, da oferta de financiamento para o setor, da tecnologia disponível e da perspectiva de melhoria dos portos e da malha viária nos próximos cinco anos.
A perspectiva positiva parece improvável em momento de retração tão severa, com redução de 42% nas vendas de caminhões no primeiro semestre. A estimativa, no entanto, tem como base séries históricas da indústria, mercado, economia e exportações. Estes dados foram relacionados com os elementos do agronegócio que afetam diretamente as vendas de caminhões, indicando a tendência para o futuro.
“O mundo demanda commodities agrícolas e a tecnologia permite que o Brasil produza mais por hectare a cada nova safra, que pode bater os 230 milhões de toneladas no final desta década. Para ajudar o produtor rural, o câmbio deve permanecer favorável ao agronegócio apesar dos aumentos de juros e custos nos insumos. A logística para escoamento da safra continuará por muitos anos dependente do transporte rodoviário e dos caminhões pesados”, explica Orlando Merluzzi, CEO da MA8.
Com isso, a expectativa é que o segmento encerre a década com menor participação na indústria, mas com os maiores índices de expansão. Em 2015 as vendas de caminhões pesados devem somar 19 mil unidades, segundo estima a empresa. O patamar é o mesmo do registrado em 2006, quando a economia chinesa começou a puxar o crescimento global. “Foi a partir daquele momento que o setor automotivo brasileiro deslanchou”, lembra o executivo, apontando que o movimento deve se repetir a partir de 2017, com evolução rápida da China e reflexo positivo no mercado nacional.
Ele espera que a demanda por pesados responda por 22% das vendas de caminhões até o fim de 2015. Com base nos dados dos últimos 15 anos, a consultoria avalia que existe clara indicação de que a demanda por veículos do segmento voltará a crescer em 2016, alcançando 30% de participação. O volume anual de vendas de caminhões chegará a 125 mil unidades anuais até o fim da década, de acordo com a consultoria. Ainda que se concretize, o resultado será bem inferior ao registrado em 2011, ano recorde para o segmento, quando foram emplacadas 172,6 mil unidades.
Fonte: Automotive Business